quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hoje


a Horta foi à sala de professores e promete regressar todas as quartas-feiras, das 10h.30 às 12h.
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Cartaz elaborado pelos alunos do PF

Os legumes e a caixa de pagamento
 Os compradores, corrijo, as compradoras:






 E os Curiosos:



A todos bem hajam! Para a semana há mais!

GERMAINE GREER, ESCRITORA - O BELO E A CONSOLAÇÃO

terça-feira, 14 de maio de 2013

Entrevista a Pedro Prieto

Mário Cesariny (1923-2006)

Três encontros marcados com a História (Poema lido nos Paços do Concelho, Câmara Municipal de Lisboa, por altura do encerramento dos encontros «Poesia em Lisboa '98», sábado, 10 de Outubro, aceitando o desafio posto sobre a mesa.)

[CRISE INAUGURAL]

Imagina que eu nunca te toquei
e o campo até ao horizonte possível
explode em violeta e azul, dedos florescem
para as delícias do tacto num vibrátil
orvalho. Imagina
que eu parti e o ar impregnado de mim
queima; ou o horizonte se tornou num duvidoso pousio,
retráctil, sem gosto nem cheiro, apesar de os lagos
a si atraírem o voo predador de fulminantes aves, e o receio
seca a boca. Imagina esse género de pânico:
flores envolvidas ao contrário, tu: solitária, imagina
o Mundo cego. Imagina que me resguardarei
dentro das minhas próprias veias
no esquecimento de tal ausência a brotar
em tons rubros, borbotões sobre ti. O campo,
o campo, o campo, o campo...

(...)

Paulo da Costa Domingos, Judicearias - o álbum das Glórias, frenesi, 2000 



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Às terças

a turma do PF continua a dar no duro. Bem hajam!

Foto da Prof. Helena Meireles em 07/05/13

Foto da Prof. Helena Meireles em 07/05/13

Foto da Prof. Helena Meireles em 07/05/13

terça-feira, 7 de maio de 2013

Anna Akhmátova (1889-1966)

TERRA MATERNA

Não a trazemos ao peito como amuleto,
não soluçamos para ela em verso sentido,
ela não perturba o nosso sonho amargo,
ela não nos parece o éden prometido.
Na nossa alma ela não se molda
em objecto de compra e de venda,
nunca nos lembramos dela na hora
miserável e muda e doente.
Sim, ela é para nós lama nas botas,
sim, terra nos dentes esmigalhada.
E mais amassamos, mais remoemos
este pó que não tem culpa de nada.
Mas nela nos deitamos, nela nos tornamos,
por isso, com direito, nossa lhe chamamos.

Anna Akhmátova, Só o Sangue Cheira a Sangue, Assírio & Alvim, 2000, p. 67