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| Arte Vida/Vida Arte - Revelações de Energias e Movimentos da Matéria 2013, Serralves de 19/04/2013 a 24/06/2013 |
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Alberto Carneiro
domingo, 19 de maio de 2013
Uma história de imperfeição
Uma história contada por Okazura Kakuzo no livro The Book of Tea, exemplificativa de uma estética que valoriza as imperfeições do mundo natural, subjacente à transformação introduzida por Sen No Rikyu (1520-91) na cerimónia do chá:
" Rikyu observava o seu filho, enquanto este limpava o pequeno jardim que antecedia a casa de chá. Quando ele deu a tarefa por terminada, disse-lhe que não esteva suficientemente limpo e que seria preciso tentar novamente. Depois de uma hora a esforçar-se, o rapaz dirigiu-se ao pai:
«Pai, não há mais nada para ser feito. Os degraus foram esfregados três vezes, as lanternas de pedra e as árvores foram salpicadas com água, as ervas e os musgos estão brilhantes. Nem uma folha eu deixei no chão.»
Ao que respondeu o pai:
«Criança tonta. Não é essa a maneira como deve ser limpo um caminho no jardim!»
E, avançando, abanou uma das árvores, espalhando ao longo do caminho algumas folhas douradas e vermelhas..."
" Rikyu observava o seu filho, enquanto este limpava o pequeno jardim que antecedia a casa de chá. Quando ele deu a tarefa por terminada, disse-lhe que não esteva suficientemente limpo e que seria preciso tentar novamente. Depois de uma hora a esforçar-se, o rapaz dirigiu-se ao pai:
«Pai, não há mais nada para ser feito. Os degraus foram esfregados três vezes, as lanternas de pedra e as árvores foram salpicadas com água, as ervas e os musgos estão brilhantes. Nem uma folha eu deixei no chão.»
Ao que respondeu o pai:
«Criança tonta. Não é essa a maneira como deve ser limpo um caminho no jardim!»
E, avançando, abanou uma das árvores, espalhando ao longo do caminho algumas folhas douradas e vermelhas..."
Adaptado de lolipop-banzai.blogspot.pt
Terunobu Fujimori,
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| No interior da Takasugi-an |
arquitecto japonês, construiu uma Takasugi-an, que significa literalmente "uma casa de chá construída demasiado alto", em cima de duas árvores. O acesso ao interior faz-se trepando por umas escadinhas. Quando se pergunta a Fujimori se esta casa de chá não é pequena, ele responde que tem a dimensão perfeita para celebrar um chá em consonância com a natureza.
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arquitectos com árvores,
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Ventos de Levante
O Culto do chá
O cha-no-yu, se pode definir-se, é a arte de preparar a infusão do chá em pó, com esses escrúpulos de limpeza, com esses requintes de elegância de que só é capaz o japonês, sendo a bebida oferecida a alguns amigos de eleição, reunidos num recinto para a paz do pensamento e para o agrado dos sentidos.
Nos tempos áureos do cha-no-yu, o pavilhão que recebia os hóspedes era construído num jardim e obedecia a uma arquitectura inconfundível. No seu arranjo interno, para a cor das paredes, para a disposição de luz, para o número das esteiras, para a jarra com flores ou com um ramo de árvore, havia praxes a seguir; o kakemono (quadro suspenso na parede) devia representar uma paisagem que fosse impressionar a pupila com carinho; ou antes uma simples sentença escrita por pincel de mestre caligráfico (...).
O plano do jardim submetia-se a regras determinadas, pelas quais o engenho indígena se revelava em graças prodigiosas, aqui pelos contornos do lago e pelas pontezinhas que o cruzavam, além pela escolha dos arbustos e das pedras (...)
Um outro acessório se encontrava, cerca do pavilhão: o pedaço de rocha bruta com uma pequena cavidade cheia de água,onde os hóspedes iam lavar as mãos antes de comerem, como purificação litúrgica. Até a linguagem empregada entre os convivas obedecia a regras de pragmática: os assuntos de religião ou de política eram banidos; a frase devia modelar-se num agradável discorrer, sem ferir melindres de ninguém. A cortesia impunha-se: preceituava-se que o hóspede proferisse palavras de louvor pelo que via - alfaias de serviço, arranjo de aposento, horizontes em volta -, mas sem insistência em demasia, que poderia parecer pouco sincera ou pelo menos importuna. (...) Os artigos destinados particularmente ao chá, muitas vezes contidos num estojo especial, são os seguintes: a boceta com perfumes, que antes de tudo se lançam sobre as brasas e embalsamam o ambiente; a jarra com água fria e a competente colher feita de um pedaço de bambu; o chá em pó num cofrezinho de charão e a colherinha adjunta; duas taças, de barro ou de porcelana, uma usada no Verão de cor clara, e a outra escura, usada no Inverno; um curioso utensílio feito de finas lascas de bambu reunidas em feixe, com que se agita na chávena a mistura do chá em pó com a água morna; (...)
É o dono da casa que deve prepar o chá solenemente, prescindindo do mais ligeiro auxílio dos criados; é ele que o oferece aos convidados. A mão executa setenta e cinco movimentos, num cha-no-yu havido por singelo ... e trezentos, quando requeridas todas as formalidades ortodoxas.
Wenceslau de Moraes, O Culto do Chá
Nos tempos áureos do cha-no-yu, o pavilhão que recebia os hóspedes era construído num jardim e obedecia a uma arquitectura inconfundível. No seu arranjo interno, para a cor das paredes, para a disposição de luz, para o número das esteiras, para a jarra com flores ou com um ramo de árvore, havia praxes a seguir; o kakemono (quadro suspenso na parede) devia representar uma paisagem que fosse impressionar a pupila com carinho; ou antes uma simples sentença escrita por pincel de mestre caligráfico (...).
O plano do jardim submetia-se a regras determinadas, pelas quais o engenho indígena se revelava em graças prodigiosas, aqui pelos contornos do lago e pelas pontezinhas que o cruzavam, além pela escolha dos arbustos e das pedras (...)
Um outro acessório se encontrava, cerca do pavilhão: o pedaço de rocha bruta com uma pequena cavidade cheia de água,onde os hóspedes iam lavar as mãos antes de comerem, como purificação litúrgica. Até a linguagem empregada entre os convivas obedecia a regras de pragmática: os assuntos de religião ou de política eram banidos; a frase devia modelar-se num agradável discorrer, sem ferir melindres de ninguém. A cortesia impunha-se: preceituava-se que o hóspede proferisse palavras de louvor pelo que via - alfaias de serviço, arranjo de aposento, horizontes em volta -, mas sem insistência em demasia, que poderia parecer pouco sincera ou pelo menos importuna. (...) Os artigos destinados particularmente ao chá, muitas vezes contidos num estojo especial, são os seguintes: a boceta com perfumes, que antes de tudo se lançam sobre as brasas e embalsamam o ambiente; a jarra com água fria e a competente colher feita de um pedaço de bambu; o chá em pó num cofrezinho de charão e a colherinha adjunta; duas taças, de barro ou de porcelana, uma usada no Verão de cor clara, e a outra escura, usada no Inverno; um curioso utensílio feito de finas lascas de bambu reunidas em feixe, com que se agita na chávena a mistura do chá em pó com a água morna; (...)
É o dono da casa que deve prepar o chá solenemente, prescindindo do mais ligeiro auxílio dos criados; é ele que o oferece aos convidados. A mão executa setenta e cinco movimentos, num cha-no-yu havido por singelo ... e trezentos, quando requeridas todas as formalidades ortodoxas.
Wenceslau de Moraes, O Culto do Chá
sábado, 18 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Hoje
a Horta foi à sala de professores e promete regressar todas as quartas-feiras, das 10h.30 às 12h.
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| Cartaz elaborado pelos alunos do PF |
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| Os legumes e a caixa de pagamento |
A todos bem hajam! Para a semana há mais!
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